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A alma do Alentejo também joga basquetebol.

Falar do Alentejo é, muitas vezes, falar de tempo, de terra e de silêncio. Mas o Alentejo também se constrói no movimento, no esforço e na paixão. O basquetebol é uma dessas formas de expressão, talvez menos óbvia, mas profundamente enraizada nas pessoas que o vivem.

Hoje, em Évora, acompanhei fotograficamente o jogo entre os Salesianos de Évora e os Tubarões de Quarteira, a contar para a Taça Nacional de Sub-18. Um jogo de formação, sim, mas carregado de significado. Porque é nestas idades que se moldam não só atletas, mas pessoas.

Dentro do pavilhão, sentia-se intensidade. Cada posse de bola era disputada com seriedade, cada decisão tomada sob pressão. Os jogadores mostraram maturidade, entrega e respeito pelo jogo. Não havia estrelas isoladas, havia equipa. E isso diz muito sobre o desporto que se faz no Alentejo.

O basquetebol ensina a cair e a levantar. Ensina a ouvir, a confiar no outro, a aceitar o erro e a continuar. São valores que atravessam o campo e acompanham estes jovens para fora dele. Valores que fazem parte da identidade alentejana: persistência, humildade, trabalho e comunidade.

Fotografar este jogo foi também fotografar um lado do Alentejo que nem sempre aparece nas imagens turísticas. Um Alentejo vivo, jovem, competitivo e emocional. Um Alentejo que vibra dentro de pavilhões, que se junta à volta de equipas locais e que acredita no crescimento através do desporto.

O 365 Days in Alentejo também passa por aqui.
Por estes espaços onde se aprende a ganhar e a perder.
Onde se constrói carácter.
Onde se cria pertença.

Porque o Alentejo não é feito apenas do que se vê à distância. É feito do que se vive de perto. E hoje, viveu-se basquetebol.

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