
No coração do Alentejo, há tradições que resistem ao tempo. Uma delas é a cocaria, uma forma ancestral de cozinhar que continua viva na Mercearia de São Sebastião.
Mais do que uma técnica, a cocaria é uma experiência.
Um regresso às origens.
Uma ligação direta à terra.
Tradicionalmente, consiste em cozinhar alimentos em tachos de barro colocados diretamente sobre brasas no chão, um método antigo, ligado à vida rural e aos longos dias de trabalho no campo.
Ultimamente, esta tradição ganha nova vida em São Sebastião da Giesteira, onde a comunidade se reúne para recriar o autêntico cozido alentejano em lume de chão.
O processo é simples, mas profundamente rico:
O fogo acende-se no chão.
Os tachos alinham-se cuidadosamente.
E dentro deles, começa a cozinhar-se o essencial.
Carnes.
Enchidos.
Couves.
Batatas.

Tudo no mesmo tacho, lentamente, ao ritmo das brasas, permitindo que os sabores se misturem e ganhem profundidade.
Mas a cocaria no Alentejo é muito mais do que gastronomia.
É convivência.
É partilha.
É identidade cultural.
À volta do fogo, criam-se conversas, reforçam-se laços e mantém-se viva uma tradição que atravessa gerações.
Na Mercearia de São Sebastião, este momento repete-se ao longo do ano, reunindo locais e visitantes que procuram uma experiência autêntica, longe do ritmo acelerado do dia a dia.

Porque no Alentejo, cozinhar nunca foi apenas cozinhar.
Sempre foi um ato coletivo.
E talvez seja por isso que, ao ver o fumo a subir lentamente das brasas e ao sentir o aroma do cozido a cozinhar no barro, há algo que nos liga imediatamente a esse momento.
Como se fosse antigo.
Como se fosse nosso.
Para quem quiser viver esta tradição, vale a pena acompanhar a Mercearia de São Sebastião e ficar atento às próximas datas da cocaria e do cozido alentejano.






