
Há lugares no Alentejo onde o tempo abranda.
E depois há lugares onde ele quase pára.
A praia fluvial de Mourão, nas margens do Alqueva, é um desses sítios.
À primeira vista, engana. O horizonte aberto, a água sem fim, a luz a bater no areal, tudo faz lembrar o mar. Mas não há ondas. Não há pressa. Só silêncio, calor e espaço.
Aqui, o Alentejo encontra a água de uma forma diferente.
O areal estende-se ao longo da margem, convidando a ficar. A entrar devagar na água morna. A deixar o corpo desligar do ritmo de todos os dias. Ao fundo, plataformas flutuantes, risos de crianças, mergulhos sem pressa.
Mas mais do que uma praia, este lugar é uma transformação.
Nasceu depois da barragem, onde antes havia outra paisagem. Onde a água mudou o território,e com ele, a forma como se vive o verão nesta zona.

Hoje, Mourão tem aqui um dos seus pontos mais vivos.
Famílias, amigos, viajantes. Gente que chega e fica. Gente que volta.
Porque esta não é uma praia de passagem.
É uma praia para sentir.
Para estar.
Para perceber que o Alentejo também se vive assim, entre o calor da terra e a tranquilidade da água.
E talvez seja isso que a torna especial.
Não tenta ser outra coisa.
É exatamente aquilo que é.
Simples. Aberta. Verdadeira.
365 Days in Alentejo 📷






