
Hoje, o 365 Days in Alentejo é diferente.
Durante este projeto, tenho mostrado o Alentejo através do meu olhar. Mas hoje, no Dia do Pai, a história muda de perspetiva.
Porque antes de mim, já havia alguém a fotografar.
O meu pai.
Durante toda a vida, também ele foi fotógrafo. E tal como eu, percorreu as ruas de Évora com uma câmara nas mãos, a congelar momentos que hoje são memória.
Estas fotografias, captadas em analógico, não são apenas imagens.
São tempo guardado.
São pedaços de uma cidade que mudou, mas que, em muitos detalhes, continua exatamente igual.

Há algo especial na fotografia analógica. No grão, na luz, na espera. Mas há algo ainda mais forte quando essas imagens vêm de alguém que fez da fotografia uma vida inteira.
Hoje não estou apenas a partilhar fotografias.
Estou a partilhar um legado.
Um olhar que, de certa forma, também me construiu. Porque antes de aprender técnica, já existia influência. Antes de escolher este caminho, já ele fazia parte de mim.
Este é um dia sobre pais.
Mas também sobre aquilo que nos deixam, mesmo sem palavras.
👉 Hoje, as fotografias são dele.
E, de certa forma, também são um pouco minhas.






