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O XI Circuito Professor Mário Lemos de Minibasket encheu Évora de futuro.

Em Évora, o basquetebol voltou a respirar juventude, energia e futuro com mais uma etapa do XI Circuito Professor Mário Lemos, uma iniciativa da Federação Portuguesa de Basquetebol, dedicada à formação dos mais jovens atletas da modalidade.

A organização local esteve a cargo do GDR André de Resende, que recebeu equipas vindas de diferentes pontos da região. Durante todo o dia, o ambiente foi marcado pelo entusiasmo próprio do minibasket, jogos intensos, energia contagiante e aquele espírito puro de quem ainda joga apenas pelo prazer de jogar.

Mas, para mim, este torneio foi mais do que um evento desportivo.

Foi uma viagem no tempo.

Enquanto observava os jogos, revi gestos, movimentos e emoções que me são profundamente familiares. Este ambiente trouxe-me imediatamente à memória os torneios em que eu próprio participei quando comecei a jogar basquetebol. A mesma ansiedade antes dos jogos, a mesma alegria em cada ponto marcado, o mesmo companheirismo que transforma colegas de equipa em amigos para a vida.

Há algo de especial no basquetebol de formação que não existe em mais nenhum nível da modalidade. Aqui ainda não existem grandes pressões, estatísticas ou expectativas pesadas. Existe apenas aprendizagem, descoberta e crescimento, dentro e fora do campo.

Ver estas crianças a competir é assistir ao nascimento de futuros atletas, mas também de futuros adultos. Cada passe, cada lançamento, cada tentativa falhada e cada celebração fazem parte de um processo silencioso de construção pessoal.

O pavilhão encheu-se de vozes, de incentivo, de nervosismo e de alegria. Mas acima de tudo encheu-se de futuro.

Eventos como este mostram a importância do desporto de formação no Alentejo, um território onde nem sempre existem todos os recursos, mas onde nunca falta dedicação, entrega e paixão pelo jogo.

Hoje não vi apenas um torneio.

Vi continuidade.
Vi memória.
Vi o início de muitas histórias que ainda estão por escrever.

E, por momentos, também voltei a ser aquele miúdo que começou a jogar basquetebol com os olhos cheios de sonho.

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